
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
E a foto...
por Pedro Bernardo
4 idées chouettes:
yep, é arte sim.
Então que seja mais vida do que morte!! =D
um dos meus poemas preferidos!!
saudades!
beijos!
Grazie!!!
Esse poema é massa mesmo! Toda vez que releio ele me desperta algo de novo!
beijinhos e saudades!
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