segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alme-soeur...


Teve ali um estranhamento inicial. Era como se aquela nova presença fosse uma ameaça à tão consolidada zona de exclusividade e conforto. Mas era irreversível. Voltou até a reivindicar a já esquecida chupeta.

Mas aos poucos aceitou a nova realidade e mesmo tendo sido obrigada a dividir, viu que poderia somar.

E ensinou aquela nova presença a somar! Juntas, somaram e dividiram por anos a fio: o quarto, as artes, as culpas, os tapas, as roupas, os sentimentos, as confidências, as viagens e até um mesmo namoradinho dividiram.
O estranhamento, aquele inicial, já não existe mais!

No coração, agora, outro sentimento: uma saudade de algo que ainda nem foi embora, mas que já se sabe ausente.

Saudade daquele velho hábito de unir as pequenas mãos na hora de dormir - mãos que nem se alcançavam direito, mas era o que dava a graça - e de ficar balançando até que alcançassem o criado mudo para rirem do barulho.

Agora o que tanto uniram e dividiram estão somando com novas presenças, novas esperanças, novos sonhos... e novos estranhamentos.

Enfim aprenderam a multiplicar!

Mas a saudade... ah, essa saudade é inevitável! Porque, ao final das contas, foram juntas que descobriram que era possível somar!

E a foto...
No google, enquanto não saem as oficiais!

5 idées chouettes:

disse...

Ooooon!
<3

Mari disse...

Que lindo, Clau! Sentimento que compartilho também. Dividir quarto com a irmã são para poucos seres iluminados, nas horas boas e nas nem tão boas assim. Mas tudo deixa sempre saudade!

Clau disse...

É...
Nem me fale...

Carolina disse...

Chorei....
Sua malvada!

Clau disse...

A Gordolina tb!!!
=)